Federasul estima no mínimo R$ 110 bi para reconstrução do RS

Criciúma (SC)

A reunião de diretoria da Associação Empresarial de Criciúma (Acic) recebeu a presença do vice-presidente e coordenador da divisão de Economia da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul), Fernando Marchet, sócio fundador e CEO da Bateleur, acompanhado do sócio sênior e diretor de expansão e novos negócios da Bateleur, que apresentaram um estudo sobre os impactos das enchentes no estado gaúcho.

Os dados apontam uma necessidade de R$ 110 bilhões a R$ 176 bilhões em investimentos para reconstruir a infraestrutura perdida devido à catástrofe. 

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A projeção leva em consideração informações históricas do Governo Federal, estimativa de mercado com base em infraestrutura, além de dados do Fundo Monetário Internacional.

Os valores mencionados referem-se essencialmente a aportes diretos de recursos destinados à reconstrução pós-desastre. Dessa forma, os recursos já anunciados pelo governo representam menos de 10% da média do intervalo estimado.

Marchet também apresentou o impacto das enchentes em todas as áreas da economia – como pecuária e agricultura –, mas acredita que os prejuízos totais ainda não foram contabilizados.

O relatório apresentado aponta que, nos últimos 30 anos, cerca de 20% dos prejuízos nacionais com desastres climáticos estão concentrados no Rio Grande do Sul. Isso representaria cerca de R$ 100 bilhões. Ou seja, segundo a estimativa da Federasul, o custo de reconstrução do estado após as chuvas deste ano ultrapassa o total gasto nas últimas três décadas.

A catástrofe climática, explica Marchet, vai frear drasticamente o avanço da economia gaúcha. “O RS vinha crescendo acima da média do Brasil, com uma projeção de 4% neste ano”, afirma. No entanto, após as chuvas, a estimativa caiu para -0,77%. 

 


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